wondermarx

 
             

   
 
 

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

 
as idéias secaram novamente. feliz 2009. até qualquer hora.
wondermarx - 5:11 PM

fala aí:

Terça-feira, Dezembro 02, 2008

 
pare de falar
comece a fazer

premonitoriamente a ibm lançou no final do ano passado uma campanha publicitária que estampava a frase " pare de falar. comece a fazer". naquele momento poucos poderiam imaginar o sentido que esta frase iria adquirir um ano depois. a realidade é que enquanto somos inundados por informações e opiniões a respeito da atual crise financeira pouca coisa eficiente parece ter sido feita. talvez pq a maioria das ações possíveis devessem ter sidos tomadas há uma no atrás. pelo menos as preventivas. agora diante do cenário aterrador das finanças no mundo ficamos paralizados assitistindo uma crise que parece sem fim. talvez agora fosse o momento de fato pararmos de falar e começarmos a fazer. que seja na esfera limitada do nosso cotidiano. acredito que a maioria das crises proporcionam mudanças significativas para melhor no mundo. isso depois de passado o ápice da crise. no primeiro momento uma onda conservadora de negação e de manutenção do status quo impera. a verdade é que ninguém quer mudar, mesmo diante do precipício. é provável que somente na queda a maioria realize q mudar era a melhor saída. entretanto, na maioria, da vezes, aí já é tarde. para aqueles que conseguem reagir com mais pragmatismo e prontidão as crises podem de fato se tornar um turning point positivo. para aqueles que já avistavam um novo cenário então... dái a crise pode ser mais que benvinda. para aqueles que já estavam falando mto sobre o q está por vir, a crise de fato é o que detona a ação, o parar de falar e começar a fazer.

wondermarx - 11:22 AM

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Segunda-feira, Dezembro 01, 2008

 
cinema catástrofe
a profecia já está anunciada. estamos numa enrascada daquelas. mas a medida que lemos as notícias as coisas parecem cada vez piores. é que estamos diante de uma tragédia anunciada, daquelas que oo relato dos fatos contribuem, e mto, para o pior. entre no uol por exemplo. todo dia, mais ou menos no meio do dia, lá perto do fechamento das bolsas, o uol dispara uma notícia bombástica. a de hj dizia " estados unidos estão em recessão há um ano, diz instituto". sobre a mesma notícia o terra anunciava assim: onu antecipa relatório e alerta para recessão mundial. tem sido assim o dia todo, desde que essa crise surgiu. se o mundo está afundando para os jornais o negócio pode até estar florescendo. é que o cinema catástrofe q estamos vivendo rende mta notícia ruim. e como a gente não consegue desgrudar da notícia, ainda mais quem vive online, acaba que embalados pelo mood do que lemos ficamos cada dia mais apreensivos. daí decidimos estravasar esta angústia no bar com nossos amigos e acabamos por viralizar a má notícia. seguindo este efeito dominó acabamos ajudando a realizar a tragédia anunciada. hj por exemplo começamos a semana mais precupados. os números do mercado financeiro e do varejo parecem piores, o natal se aproxima, depois vêem o iptu, o ipva, e por aí vai. portanto diante dos números alarmantes _ esta semana anunciasse que é acrise pior desde a recessão dos anos 80 _ entramos no fim do ano prontos para economizar nos gastos e esbanjar na rezadeira. a verdade é que cada vez mais inundados por estas notícias ficamos mais amedrontados por não sabermos nada de fato. a realidade é essa: não temos a menor idéia do que vai se passar e nem mesmo se devemos ou não acreditar no que lemos e ouvimos. tudo vai entrando numa gde crise de crédito e credibilidade. e tudo isso tem a ver com fé, com acreditar. é desse aposta na fé que os mercados se alimentam. qdo ninguém acredita em nada, qdo nenhuma notícia tem credibilidade, o mundo simplesmente trava.
wondermarx - 6:12 PM

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Quarta-feira, Novembro 26, 2008

 
vamos salvar o mundo reload
madonna lança seu novo video clip - get stupid. o nome da canção é quase uma profecia antecipada do que vem. sim , é estúpido. estúpido pq entra de carona no marketing dos anos 60 reload: vamos salvar o mundo. hj contamos com uma dezena de celebridades "verdadeiramente" engajadas em salvar o mundo. brangelina, por exemplo, adota crianças pelo mundo afora e faz generosas doações além de ter uma participação bastante ativa nas ações de solidariedade da onu. madonna não ficou para trás: adotou umaa criança do malawi, descobriu a cabala, fez um longa sobre crianças em países subdesenvolvidos que sofrem de aids e na sua nova turnê não perdeu a oportunidade de distribuir drops de consciência política. o mais recente foi por conta de elecição de barack obama. no concerto que fez na noite em q obama se elegeu madonna proclamou que estavámos presenciando o nascimento de um novo mundo. e bota responsabilidade no barack por conta de um pronunciamento desse. mas ela não parou por aí. em get stupid _ o video _ ela desfila uma parada de celebridades que vão de michael moore, bono, bill clinton até, evidentemente, madre tereza de calcutá _ a mais pop de todos depois de ghandi. enquanto canta versos iluminados e inspiradores como " the time is right now (...it's time) you got to decide (...get up) say what you like (...the time) there ain't no time to loose" ela dispara imagens da pobreza que assolam o mundo _ em especial áfrica_ guerras, repressão religiosa , líderes do mal misturados com um bando de gente que vem faturando alto em cima de discurso aprendido nos anos 60: protesto. o protesto chic e digital do século 21 tem mta imagem com cara de youtube, mtos efeitos high tech, uma batida eletrônica e mta gente famosa vestida com grifes descoladas com cara de cool dando uma guinada na suas próprias carreiras. save me!
wondermarx - 4:17 PM

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Terça-feira, Novembro 18, 2008

 
just look what obama did
saiu no new york times na semana passada e tb foi dito no forum que reuniu gdes da comunicação no mundo em ny para discutir o panorama mundial diante da crise. o que foi o q obama fez afinal? ele simplesmente alinhou sua comunicação com o que há de mais popular no mundo digital: as redes de relacionamento mundial. é novidade? não. não é mesmo. estão aí pipocando na cara da maioria das pessoas. o que o obama fez foi tornar isso mto visível. e o que a crise fez foi tornar isso uma saída para a nossa já combalida comunicação tradicional. eu li tudo isso entre hj e ontem enquanto pensava em escrever um post que iria se chamar " obama e a morte da propaganda dos século 20". parece pomposo, não? mas num era pra ser. de fato era pra ser quase uma tiração de sarro em cima daqueles que ainda achavam que um filme com "conceito" e uma "pegada" eram o suficiente para criar uma campanha de propaganda criativa e eficiente. mas diante dessas notícias percebi q nem era hora pra fazer um post engraçadinho. o fato é que nesses últimos anos ouvimos mta gente falar em integração das disciplinas, na importância da internet como "ferramenta, na redescoberta do marketing direto, na convergência, no raio do 360º (existe um termo novo pelamordedeus?),etc, etc... todo mundo fala mto pq é bacana falar em inovação. enquanto isso as relações dos consumidores com as marcas e com a propaganda foi mudando e aqui _ num brasil ainda preso num modelo de negócio antigo é verdade _ o máximo que se faz na maioria daz vezes é criar um site ou um banner que é adaptado de uma campanha_ isso ,é claro , tirando dessa lista os verdadeiros inovadores que pegaram esse bonde antes de todos mundo. e o problema não é adaptar. veja bem, com a consolidação das marcas mundias e de sua comunicação todos nós estamos adaptando campanhas pelo mundo afora. mas o que importa não é isso. o que importa é o raciocíno estratégico que faz um campanha se tornar relevante e atraente para um mercado específico. tem gente que chama isso de "tropicalizar", o que é uma ignorância profunda. se é assim o mundo aí fora está 'tropicalizando", "ocidentalizando", "italianinzando", Indianizando", "chineisando" e por aí vai. o negócio é conseguir falar com os consumidores, entrar no universo deles e fazer as marcas _ e as "campanhas" _ serem críveis, relevantes e importantes na vida das pessoas. e o foi oq o obama fez. ele pegou um conceito fácil e que estava no ar: mudança. era isso que todos queriam depois de 8 anos de era bush. o mundo queria "mudança". o americano médio por incrível que pareça queria tb. aliás nem eles mesmos acreditam em propaganda convencional_ e diga aí a verdade, vc acredita? e foi levando esta idéia pro dia-a-dia das pessoas, foi falando diretamente com elas que ele fez da sua campanha um fenômeno pop. e isso americano adora e sabe fazer como ninguém. então pessoal, olhem bem o q obama fez. afinal agora está na cara de todo mundo. finalmente podemos dizer "bem-vindos ao século 21". e nada como uma crise de cara para enterrar um formato e fazer nascer um novo.
wondermarx - 3:04 PM

fala aí:

Quarta-feira, Novembro 05, 2008

 
e agora?
barack obama venceu. ou pelo menos até agora. vai que tudo muda como já mudou no passado. mas enfim, o estados unidos tem uma novo presidente, e negro.e com sobrenome árabe. é, parece um novo mundo. mas será? obama chegou lá com um discurso de mudança e cheio de esperança. o cara é carismático, é verdade. parece melhor que o outro tb. mas de fato qual vai ser essa mudança? passamos por um crise mundial gigantesca e temos agora na presidência da maior potência mundial ( ainda) um cara que se tornou um ídolo pop, uma celebridade e blá, blá, blá. mas qdo os americanos votam num ídolo pop eu fico com medo. pq o que parece é que os americanos não mudaram nada e que este papo todo de mudança é conversa fiada. elegeram um presidente negro, isso é vero. e isso é bom para todas as minorias. parece mesmo é que elegeram um pop star... mas e a crise, e o iraque? votaram num cara que tem apoio mundial e que aparentemente pode fazer melhorar as relações diplomáticas dos estados unidos com o resto mundo. é, é fato. mas o que esse cara vai fazer na prática? ninguém me responde isso. só ouço falar em momento histórico, em mudança da mentalidade americana, etc, etc... sei lá, pode ser que alguma mudança tenha rolado... mas e agora?
wondermarx - 9:32 AM

fala aí:

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

 
we all judge. that's our hobby. some people do arts and crafts; we judge*
eles pareciam gritar "eu! eu! eu!" bem alto. no entanto eles falavam de banalidades em geral. porém todas as frases continham um "eu" oculto. pensei novamente naquele assunto sobre "constatação e performance" (vide post anterior). é, nada havia mudado. nem mesmo a minha vontade de me calar. lá estava eu, um quase completo novo eu, e tudo ao meu redor continuava igual. talvez até eu mesmo possa estar meio ensimesmado. veja bem, escrever um blog por ser já um claro sintoma de ensimesmação. mas fora isso, q vale uma longa análise, o que dava mesmo para contatar é que todos ali tinham mto o q dizer. este é o fenômeno democrático do mundo digital em que vivemos. todos tem mto o que dizer . e todos tem como dizer. cabe a vc fazer a seleção. vivemos nesse mundo "controle remoto", existem inúmeros e infindáveis canais, mas quase nada de interessante. outro dia depois de zapear horas em frente a tv me vi resignado assistindo um documentário sobre pontes. chega uma hora q a gente se cansa de procurar e fica ali prostrado diante de qualquer coisa. pois então, foi mais ou menos assim q me senti naquele encontro. mta conversa e pouca siso, é verdade. mas mto show man para pouca platéia entretanto. lá pelas tantas eu decidi ir embora. havia ficado sentado naquele sofazinho por horas, vendo gente ir e vir e pensando com os meus botões: quem é essa gente? e num é eu num conhecesse a maioria, é só q desconhecia esse efeito celebridade que o novo mundo e a nova comunicação podem proporcionar ao sujeito relativamente desconhecido. pimba, vc está lá na tv, na internet, na livraria, no youtube. vc é alguém! dura pouco na maioria das vezes _ dura certamente menos para gente do que para as pessoas em questão _ mas é um evento. e lá vai alguém citar o andy warhol profetizando o futuro com aquele papo de 15 minutos. a verdade é que esta papo dele já cansou e deixou de ser culto para virar pop e agora está qualquer revista gloss da vida. mas voltando a situação em questão. é q ouvi tantas opiniões, tantas histórias da vida comum com narrativa de novidade que não pude resistir. nem eu tomado pelo meu mais novo eu pude deixar de voltar aquilo que provavelmente faço de melhor: julguei. julguei aquela gente que se achava "muderrrna", que vivia no seu próprio e particular reality show. eles tinham tantas opiniões a respeito de tudo, eles se sentiam tão confortáveis em professa-las em alto e bom tom. pensei assim: mas que gente cafona! pensei assim e fiquei meio envergonhado. passou rápido: achei aquela gente louca mesmo. personagens protagonistas de suas própria histórias banais. nada contra o banal, mas veja bem, o bom do banal é banalidade mesmo. e não me venha convencer que a repetida narrativa de sua vidinha ordinária vale um reality show. ah, isso não! tenha paciência! foi movido por esse sentimento que fui indo pra porta decidido a mudar de canal. saí daquele evento pro mundo real_ se é que existe algum. no mundo real não existe trilha sonora, não existe um locutor em off dando sentido e existencializando tudo o que eu faço. no mundo real existe o rádio do carro e se vc tiver sorte uma boa música tocando. ou uma dica de trânsito. ou a notícia sobre a crise mundial. dei partida no meu carro real, numa rua escura real e segui para o meu apartamento real onde minha vida real esperava. de volta a minha vida real não pude resistir. liguei a tv, o computador, o ipod o bluetooth e tudo que tinha pela frente. devo ter ligado até o microondas. é, era mta realidade de uma vez só, eu precisava me desligar um pouco.

* é isso que stanford responde para carrie na séria "sex and the city" qdo ela tenta convence-lo de q não julgaria ele por ter um namorado não tão glamurizado como deveria.
wondermarx - 10:52 AM

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Segunda-feira, Outubro 20, 2008

 
and you may ask yourself
where does that highway go?
*
eles estão de volta. agora, qdo a primeira década do novo milênio termina precitadamente pela segunda vez em menos de 8 anos. sim, os cabeças falantes, aqueles cabeçudos pensantes, nunca estiveram mais em dia. agora q estamos assistindo o final de um tempo em q tudo parecia valer, uma época de crescimento e alienação q acaba tragicamente pondo um final antecipado na década do futuro. pois é isso aí, meus caros, nunca foram tão atuais os velhos talking heads. é q subitamente as palavras começaram a fazer sentido novamente. estivemos eletricamente e ligados e eletrônicamente conectados por mais de 10 anos. todos nós, desiludidos e anestesiados indo em direção ao precipício. depois q o 11 de setembro pôs fim a promessa humanista do século 21 embarcamos num acelerado e luxuoso crescimento. expandimos sem temer por nada, estávamos desiludidos, ambiciosos e sem esperança. mas não é que agora, qdo a primeira década termina novamente, nos vermos ansiosos por palavras, por esperança? sim, nada como o final de uma era para q os humanos comecem a buscar por explicação, por uma nova ordem, por um sentido. então ouçam os talking heads, usem camisas com tags, façam arte, componham letras, criem filmes. estamos de volta no velho caminho buscando alguma direção. estamos quase humanos novamente.

* do álbum "remain in light", a canção 'once in a lifetime" parece tratar de uma crise de meia idade qdo na verdade lida com questões mais existenciais com o foco crítico de sempre dos talking heads no estilo de vida americano.
wondermarx - 12:18 AM

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Sexta-feira, Outubro 17, 2008

 
here we go again
i don't know
don't know what I'm sayin'
*
bom dia, benvindos ao fim do mundo , dizendo isso ela caminhou até a beirada. parada ali, com a cidade metrópole poderosa aos seus pés, ela ensaiou o mergulho que nos levaria a todos direto para o final dos tempos. mas antes disso ela tinha ainda o q dizer. disse q tudo que conhecíamos havia definitivamente terminado. observou que a canções eletrônicas e embaladas em alienação estavam terminadas. sinalizou que o luxo estampada em logos dourados tb haviam encerrado seus dias de glória. benvindos de volta ao final dos anos 70 e começo dos 80, ela declarou. em seguida riu. riu pq sabia q não fazia sentido para ninguém. pelo menos não para aquela audiência quase juvenil q cresceu numa espiral de ignorância e indiferença bem vestida. ela riu mais alto ainda pq sabia q aquela geração ia ser forçada a ouvia-la de um jeito ou de outro. completou com escárnio que não havia mais saída para nenhum deles, nem nas drogas, nem no sexo, nem no álcool, nem nas liberdades individuais que ela havia ajudado a construir um dia. tudo acabado. e posto isso ela saltou da janela para uma queda sem fim levando todos nós juntos. para aqueles q buscaram algum sentido nisso isso aqui vai um pensamento: estamos diante de um momento histórico. quem sobreviver a isso vai fazer parte de um novo mundo. mas aqui vai a pegada: esse mundo pode ser ainda pior.

* "lady don't mind" é uma faixa do álbum "little Creatures" lançado em 1985. embora mtos acreditem q esse trabalho marque uma saída do estilo anterior da banda, sendo muito mais acessível e popular, as características ímpares do grupo continuam lá. a saber: a voz de byrne, a levada musical e a acidez irônica e aparentemente non sense>

wondermarx - 3:56 PM

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Quarta-feira, Outubro 01, 2008

 

seu personagem favorito do walt disney sempre foi o pato donald. nunca deu mta bola pro mickey, q ele achava meio chatinho. mas o camundongo representava mais que um cartoon. ele representava uma vida que ele não queria para si. parecia uma reprodução de uma vida americana suburbana congelada nos anos 50. o donald por outro lado era ele. neurótico, ansioso, atrapalhado, falível, confuso e por todas essas razões para ele adorável. em algum momento da vida devo ter tentado ser o mickey, ele pensou. e logo concluiu que por outro lado sempre havia sido mesmo o pato. esse pato que talvez em alguns momentos ele tenha se envergonhado e tentado esconder. hj por outro lado não havia personagem mais querido. mas para o donald existir para ele só havia uma possibilidade: matar o maldito camundongo. parecia mto lógico. achou inclusive que estava livrando as crianças do mundo inteiro daquele modelo conservador e medíocre de personalidade. foi assim: qdo todos menos esperavam ele foi lá e matou o rato. fez isso com precisão cirúrgica: matou o mickey e não sentiu pena. para sua supresa de imediato não houve reação. nem sentiram falta do mickey nem perceberam no seu rosto o sorriso estampado do pato. para ele isso não importava: havia posto fim em um historinha que no fundo já havia acabado fazia mto tempo. agora era só aguardar ansiosamente pelos próximo episódios.

* o pato donald nasceu em 1934. na animação "los 3 cabelleros" _ com zé carioca _ a data de nascimento atribuída ao pato é uma sexta-feira 13. daí teria vindo a lenda de sua falta de sorte. outra característica de donals são as suas explosões de raiva e seu temperamente neurótico. ele criado como uma contraponto a mickey que com o tempo havia se tornado um modelo de comportamento para as crianças. disney criou o pato com os elementos negativos que não poderia colocar na personalidade do camundongo. donald evoluiu com o tempo para um personagem cada vez mais urbano e apesar de continuar com o mesmo temperamente acabou se tornando mais familiar e doce. com o tempo o pato adquiriu sua própria populariedade _ especialmente na voz do locutor clarence nash _ e hj é um dos personagens mais queridos da disney.
wondermarx - 5:08 PM

fala aí:

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

 
se eu não morrer hj
é isso aí. o q dizer na sua última hora? vc pode não acreditar em nada disso, mas ainda assim uma hora ou outra vai chegar para vc. e nessa hora talvez aconteça tão rápido que vc nem perceba. mas se vc soubesse o q dizer o q vc diria? aqui de frente par o teclado, com os ouvidos ligados no fone e tentando pensar no que eu diria o q me ocorre primeiro é o q eu queria q tivesse sido. queria fazer mais aquilo de q gosto, queria deixar claro sem a menor duvida o qto amo aqueles q amo. queria ter corrido mais riscos, os importantes e os bobos. queria ter tido consciência o tempo todo de q nada de mal q me fizeram fazia sentido algum. q nada importava de fato. nenhuma mágoa de fato fazia sentido. não valia um minuto de energia gasto. teria deixado o meu medo passar. teria aprendido q quem manda nesse corpo sou eu. teria não suspeitado tanto. teria acreditado mais em mim. teria sido melhor filho e teria perdoado mais os meus pais por terem tentado tanto ser bons pais qdo o q precisava as vezes era bem menos. teria amado mto mais. teria de fato sido mais imprudente, mais apaixonado. teria tb sentido menos culpa por tudo q quis ser melhor. pq no fundo ainda acredito q tenho feito o meu melhor. e nesse momento o melhor q posso fazer é escrever tudo isso. escrever q preferia ter me arrependido menos, temido menos, chorado mais, dado mais importância para os meus sentimentos e simplesmente ignorado o que me dizem ser certo. teria aprendido mais, teria sido mais sábio, mais culto, mais sensível, mais inteligente, mais cabeção. teria tb levado tudo isso menos a sério tb. teria me respeitado mais. teria sabido o tempo todo q nada é mais importante do q eu sinto e do como as coisas funcionam para mim. e nesse pensamento simplificado teria sido outros, pensado como outros, observado mais os outros, teria morado mais tempo na pele e na cabeça dos outros. teria adivinhado pensamentos, mudado de opinião todo dia, perdido a razão, respeitado tudo e todos, criticado menos, julgado menos. teria analisado tudo e esquecido tudo em seguida. teria deixado meu coração me levar sem medo do ridículo. teria sido menos egoísta, tido mais pudor e perdido a vergonha inúmeras vezes. teria sido eu mesmo o tempo todo, não me poupando de todos os enganos e descobertas. teria sido mtos todos os dias e perdido a definição de quem eu era todo dia. se eu pudesse diria isso tudo para mim no último momento, na última hora. e se isso não acontecer hj talvez exista uma chance de que eu não precise me dizer tudo isso no meu último instante de vida.

wondermarx - 12:30 PM

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Domingo, Setembro 14, 2008

 
durante a vida, viva
zero. basicamente eu queria reduzir tudo q havia se passado a zero. ou melhor, eu queria mesmo era zerar a quilometragem. começar daqui. não sem carregar comigo o q havia conhecido no caminho até aqui. dá pra começar uma nova viagem levando uma bagagem. mas nada como começar uma viagem deixando para trás o excesso de bagagem. era isso q eu queria dizer qdo naquela tarde olhando para o mar num dia nublado eu deixei escapar esta frase: quero zerar tudo. esse sentimento veio lá do fundo, lá do lugar mais óbvio onde qualquer relato narrativo num tem nada de inventivo pq já é bem visitado. veio do coração. de fato veio do estômago tb, mas passou pelo coração e foi desobestruindo o pulmão até explodir na boca. eu poderia ter dito: deu. assim com quem diz num quer mais nada disso. mas não era esse o caso. num é q tinha simplesmente dado pra mim. afinal o q eu tinha ali comigo na cabeça naquela tarde nublada era mto. num queria deixar nada daquilo para trás eu queria era me livrar da memória negativa. aquele saldo q na vida q vai ficar devedor, logo entrou em moratória. faliu. estamos no zero do ponto de partida, mas apesar da falência e da dívida q nunca vai ser paga pela vida estamos num crédito absurdo. é isso ai, o q foi nunca ninguém vai tirar de mim. e aquilo q hj é resíduo dispensável num é nada perto do q se somou no correr do caminho. então vamos, q fique o peso para traz pq ele só segura o é humano e leve. e foi ainda nesse espírito que ouvi a atriz q se diz louca citando o dramaturgo q dizia “durante a vida, viva”. e essa frase fez sentido pq dizia assim, bem simples aquilo q era bem óbvio. disse assim pra mim: q eu tinha q ir embora daquele lugar. então eu fui. fui até ali, e se ali for legal pretendo seguir até lá. e assim por diante. pra viver.

wondermarx - 11:31 PM

fala aí:

Quinta-feira, Junho 26, 2008

 
constatação e performance
já faz algum tempo que eu acordei sem palavras. continuo falando, mas aparentemente menos. daí para escrever menos foi um pulo. não acho q eu esteja ficando quieto. e mto menos mudo. só parece q o assunto foi se esgotando. foi ficando meio repetitivo e eu fui ficando meio cheio de escrever e ler o mesmo. então eu fui decidindo meio sem querer que queria era mudar de assunto. comecei a ficar com preguiça de ler o que os outros escreviam. comecei a ficar sem paciência pra tanta opinião, tanta informação. esse mundo digital vai enchendo a nossa cabeça de todo tipo de informação. e a gente vai randomicamente absorvendo tudo e tudo parece interessante. até a hora que rola um overload. de repente ao ler a vida dos outros vc começa a perceber que tudo vira meio ficcional. e que todas as palavras estão ali numa função performativa. ou seja, estão ali para produzir um fato. e para gerar uma impressão. então aquela coisa meio ficcional meio realidade que eu gosto acaba entrando na mesma onda daquela redação performativa que povoa a internet. nada contra, mas qdo vc fica meio sem palavras, as poucas que vc encontra vc gostaria é q elas fossem constatativas. tipo gosto mto de ler e ao dizer isso não estou constatando nada mais do que uma preferência. qdo tudo q vc ouve e lê, e acaba por falar, entra numa frequência de querer dizer, querer implicar que, sugerir sei lá o q mais, acaba dando uma vontade louca de se calar. e foi essa vontade louca, esta constatação que me fez decidir silenciar por um tempo indeterminado.
wondermarx - 7:29 PM

fala aí:

Segunda-feira, Junho 09, 2008

 

wondermarx - 11:10 AM

fala aí:

Quarta-feira, Abril 23, 2008

 

flash gordon
 

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